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Asilo quer ajuda da comunidade e do poder público

Gestor do Lar Betânia divulga campanha do metro quadrado e pede retorno de linha de ônibus

A reportagem de O Norte esteve na tarde da última quarta-feira, 6, no Asilo São Vicente de Paulo – Lar Betânia -, oportunidade em que o gestor administrativo financeiro Edmilson Magalhães ressaltou a relevância da campanha lançada no mês de novembro, denominada Metro quadrado – doe o que estiver ao seu alcance. Segundo ele, esta obra é primordial no aspecto de proporcionar segurança para 104 idosos da instituição, dos quais, 53 deles são acamados e totalmente dependentes. Destaca a diretoria composta pelo presidente Joaquim Cândido da Silva, e os tesoureiros Fidelis Oliveira Guedes, Lílian Allana Camargo e Dílson Antônio Marques e a secretária Maria Claudia Oliveira que tem trabalhado arduamente para o crescimento e solidificação do asilo São Vicente de Paulo.

Funcionários sempre se juntam em momentos de confraternização para proporcionar alegria e descontração junto aos idosos. Fotos: Samuel Nunes/Divulgação

“É relevante mencionarmos que já realizamos 60% da obra, que proporcionará segurança não somente para os idosos aqui assistidos, mas, também para funcionários e visitantes. O asilo está situado em uma área de grande vulnerabilidade, sendo fundamental a concretização desta obra que terá 1.260 m², com 2,60 metros de altura e será todo edificado em bloco 0,15, com pilares em espaço de 2,5 metros de um para o outro e com cinta superior a 0,30 centímetros; além de ser tijolo a vista e todo frisado”, detalha.

Lotação

Edmilson Magalhães também falou sobre as dificuldades vivenciadas por alguns funcionários e visitantes do asilo, que, há cerca de um ano, não contam mais com o lotação da linha 1702, que fazia trajeto até esta instituição. Lembra que este ônibus atendia os vicentinos que ajudam sobremaneira os idosos. Afirma ainda que depois da ausência da linha de ônibus, muitos deles, os idosos, não têm recebido visitas, o que tem os prejudicado no aspecto emocional.

“Já fizemos várias solicitações junto à MCtrans para que esta linha volte a passar pelo asilo, mas o problema ainda não foi solucionado. Com isto, um grande número de pessoas que frequenta com certa assiduidade o asilo está prejudicada como, por exemplo, as mais de 80 conferências que têm um universo considerável de pessoas que ajudam o asilo e que dependem do transporte coletivo urbano”, frisa.

Ainda em relação à linha 1702, Edmilson Magalhães observa que não apenas os funcionários e quem visita o asilo estão prejudicados, mas também operários de duas fábricas de sandálias e colchões localizadas próximas ao asilo. Destaca também o atendimento de qualidade recebido pelos idosos por meio de atendimento odontológico e ainda área de fisioterapia.

Isenção

O gestor administrativo financeiro do asilo revela que a entidade é referência no estado no que se refere à gestão e à qualidade de atendimento ao idoso, o que é algo positivo para o poder público municipal. Entretanto, o próprio poder público não tem dado a contrapartida necessária em relação a algumas demandas consideradas essenciais para que possa haver continuidade aos trabalhos em prol dos idosos. Como exemplo, Edmilson lembra que a instituição está legalizada em todos os aspectos, sendo assim, recentemente, solicitou a administração municipal isenção de tributos. No entanto, não recebeu ainda qualquer resultado positivo neste sentido.

“Temos que atualizar a documentação da entidade, que tem 105 anos de existência. Devido a estes e outros problemas, entramos com ação pública no Ministério Público pelo fato, por exemplo, de termos que pagar exames laboratoriais e médicos especialistas e recorrermos ainda a rede solidária formadas por algumas especialistas na área médica, uma vez que não recebemos nenhuma contrapartida por parte da administração”, afirma.

Segundo Edmilson, o município disponibiliza apenas um enfermeiro e um médico do programa de Saúde da Família. Em contrapartida, eles o asilo recebem por parte do município por meio dos Crases e do conselho municipal, vários idosos.

“Contamos com o apoio da sociedade e do poder público para darmos prosseguimento ao nosso trabalho. Para se ter ideia do volume de trabalho, são gastas diariamente 180 fraldas geriátricas. Em relação à campanha, esta é R$ 90,00 o custo por metro quadrado. Quem quiser nos ajudar, pode depositar sua contribuição no Banco do Brasil, agência 0104-X, conta corrente 4540-3 ou por meio do telemarketing. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (38) 3221-3070.”

Fonte: Jornal O Norte