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Projeto quer regulamentar a profissão do cuidador de idoso no Brasil

Os profissionais da área terão que fazer um curso de capacitação. O projeto estabelece também que o cuidador tenha, no mínimo, 18 anos de idade. No Brasil, existem mais de 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

O Senado aprovou na quarta-feira (17) um projeto de lei que vai regulamentar a profissão do cuidador de idoso. Os profissionais terão que fazer um curso de capacitação para aprender a lidar melhor com essa faixa etária, que já representam mais de 10% da população do Brasil.

Clarice tem 91 anos, a saúde boa, mas a família contratou uma profissional para ficar mais tranquila. “Se a gente não tiver paciência, atenção e gostar do que está fazendo não vai à frente, então a gente tem que passar o melhor para o paciente”, diz Camila Silva, cuidadora da idosa.

Além de gostar do trabalho, é importante que o cuidador seja um profissional qualificado, que saiba como tratar o idoso corretamente. É isso que o curso de cuidador, que dura cerca de dois meses e meio, ensina. São aulas de português e matemática, noções de anatomia e patologias, comportamento dos idosos, alimentação correta.

Os alunos também treinam atividades cotidianas, como dar o banho no idoso, inclusive, na cama, e também ajudar o idoso a se levantar e andar. “Estou visualizando o mercado de trabalho, porque hoje em dia as pessoas estão vivendo mais, então necessitam mais de atenção e de cuidados. A gente se profissionalizando na área vai ficando mais fácil”, relata Eliana Oliveira, aluna do curso.

Além da obrigatoriedade do curso, o projeto também estabelece que o cuidador tenha, no mínimo, 18 anos de idade e ensino fundamental completo. Para o geriatra Rômulo Meira, esses cuidados são fundamentais em um país que tem mais de 20,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos e que precisam ser bem tratadas. “Nós não queremos pessoas boazinhas, que sejam legais para cuidar do idoso. Nós queremos pessoas que tenham uma empatia com o idoso e que sejam também calcadas em um treinamento profissional”, explica.

O projeto também aumenta em um terço as penas para os crimes previstos no Estatuto do Idoso quando forem cometidos pelo cuidador. Se não houver recurso para votação em plenário, o projeto será encaminhado para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Jornal Hoje