Skip to main content

Câmara muda lei do passe livre dos idosos e cria critério polêmico para novo benefício

Em 2014, o prefeito enviou para o Legislativo Municipal um projeto de lei que dava a gratuidade a todos os cidadãos que tivessem 60 anos ou mais, sem colocar nenhuma condição. Na época, o projeto foi muito festejado pelo prefeito Ruy Muniz e pela, então chefe de gabinete e candidata a deputada federal, Raquel Muniz, que chegou a colocar vários textos nas redes sociais dizendo que era uma grande conquista social, e que os idosos que, na época – eram em torno de 40 mil – mereciam esse grande benefício.

Passadas as eleições, eleita a primeira dama, o prefeito voltou atrás e disse que os cálculos estavam errados, que o projeto merecia ser revisto e, por isso, enviou um novo projeto que determina que só terão direito à gratuidade, os idosos que tenham 60 anos, mas que, no núcleo familiar, tenham no máximo dois salários mínimos, o que, segundo o vereador, Dr. Antônio Silveira (Rede) é um engodo e uma maneira de enganar o idoso; “Sem dúvida nenhuma é um projeto covarde, que penaliza o idoso. Não dá para entender porque, em 2014, o projeto que dava gratuidade ao idoso foi amplamente festejado e, agora, ele não serve mais? Dizer que o prefeito fez os cálculos errados é zombar da nossa inteligência, foi covardemente arquitetado dar com uma mão e agora retirar com a outra”, disse.

O vice-presidente da mesa diretora, Professor André Ricardo (PV), disse que isso é opressão, covardia e falta de respeito para com o idoso; “quem abre mão para o opressor, o dá forças e poder, é pior do que ele. Não podíamos fazer essa covardia com o idoso. Quero ver como esses que votaram a favor, vão ter coragem de encarar os idosos”.

O Irmão Waldiney disse que foi uma derrota social e que luta pela igualdade e manutenção dos direitos dos idosos. O vereador Gera do Chica disse que “a defesa do projeto, como está, é uma maneira de alguns vereadores manterem a subserviência ao prefeito, e mostrou a presença de alguns secretários entre a plateia que, segundo ele, foram monitorar os votos dos vereadores que deveriam aprovar o projeto”.

Oliveira Lega disse que naquele momento prevaleceu a mentira e a demagogia, e que foi um ato covarde com o idoso, com apoio do Conselho Municipal do Idoso, que brigou pela aprovação do projeto como está. O projeto como foi aprovado deverá ir a sanção do prefeito nos próximos dias.

Fonte: Gazeta Norte Mineira