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Grupo de amigos faz ação solidária de Natal em asilo de Montes Claros

‘Eu Acredito’ surgiu nas redes sociais para apoiar amiga que teve câncer.
Depois da cura da doença, objetivo se voltou para ações de solidariedade.

Um grupo de amigos realizou uma campanha de Natal que levou muita alegria e esperança a moradores do asilo São Vicente de Paulo, em Montes Claros. Eles organizaram uma tarde muito divertida para os velhinhos, que ganharam, pelo menos, 200 presentes. Tudo começou com um pequeno equívoco do grupo. “Eu mandei umas fotos de uma campanha com velhinhos que estava acontecendo fora do estado. Todos nós, do grupo “Eu Acredito”, pensamos que era de Montes Claros. Aí ligamos no asilo para sabermos como doar e descobrimos que a campanha não existia. De prontidão decidimos fazer alguma coisa”, lembra a professora e integrante, Ana Patrícia Costa Negro.

Dona Maria da Luz ganhou uma boneca e ficou muito feliz (Foto: Juliana Gorayeb/G1)

A partir de então, a professora sugeriu ao Asilo São Vicente de Paulo que postasse fotos dos velinhos, segurando quadrinhos com sugestões de presentes. A instituição abraçou a ideia e torceu para que o “Eu Acredito” conseguisse bons resultados. “Nós não esperávamos tanto, nem imaginávamos que todos os idosos iriam receber o que pediram, afinal, eles são 119. Essa campanha é uma benção divina e prova que a sociedade está se organizando. E nós precisamos muito receber”, disse o administrador do Asilo São Vicente de Paulo, Carlos Maurício Alcântara.

A professora Ana Patrícia contou ainda que o sucesso da campanha só foi possível graças à colaboração de muitos.“Nada seria possível se todos os que procuramos não tivessem se disposto a abraçar a causa. Conseguimos uma banda voluntária, centenas de pessoas arrecadaram brinquedos por nós, gente que viu as fotos pelas redes sociais se mobilizou para doar, os funcionários do asilo se prepararam para nos ajudar a chegar até os velhinhos. Enfim, sem todos os envolvidos nada disso aconteceria de maneira tão emocionante”, comenta.

A alegria no semblante dos velhinhos ficou evidente no momento que receberam os presentes que pediram. “Nós conseguimos perceber que a movimentação, e principalmente a atenção dispensada aos nossos idosos, os transforma durante dias. Acredito sim, que toque o coração deles. Todo mundo gosta de carinho, atenção, e eles vivem aqui porque a mairoria não tem mais para onde ir”, afirma o administrador do asilo, Carlos Maurício.

“Eu Acredito”: uma história de fé

Maria Teresa Chaves agradeceu pelas bênçãos que recebeu com solidariedade (Foto: Juliana Gorayeb/G1)

O evento organizado pelo grupo no asilo foi um ação diferente das outras missões realizadas. Originalmente, o grupo surgiu para orar e ajudar a defensora pública Maria Teresa Chaves. Na época, ela não era integrante do Eu Acredito, e tratava de um câncer grave.

O objetivo era manter os amigos e familiares informados sobre o estado de saúde dela. “Minha irmã criou o grupo sem que eu soubesse e adicionava todas as pessoas que perguntavam sempre por mim. Eu não sabia. Só depois alguém me adicionou e explicou os motivos”, conta.

Ainda jovem, o câncer pegou a todos de surpresa. O grupo era um lugar onde os membros buscavam apoio mútuo. Depois da cura de Maria Tereza, o “Eu Acredito” se tornou muito mais. A tarde recreativa para os velhinhos, o lanche farto e os mais de 200 presentes arrancou muitos sorrisos dos velhinhos.

“O que a gente sente quando doa, é que recebe muito mais. Não dá para descrever a emoção que eu sinto, depois de ter passado por tudo, estar aqui com minha família, meus amigos, fazendo a alegria de pessoas tão carentes de atenção. Dá para ver no rosto deles que estão sentindo. Com certeza vamos fazer mais vezes, e ano que vem vai ser muito maior, se Deus quiser”, diz Maria Teresa, emocionada.

Do G1 Grande Minas